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Microrregião de São Jerônimo

A Microrregião de São Jerônimo é uma das microrregiões do estado brasileiro do Rio Grande do Sul pertencente à mesorregião Metropolitana de Porto Alegre. Sua população foi estimada em 2005 pelo IBGE em 140.396 habitantes e está dividida em nove municípios. Possui uma área total de 4.855,917 km².

Municípios

Arroio dos Ratos
Barão do Triunfo
Butiá
Charqueadas
General Câmara
Minas do Leão
São Jerônimo
Triunfo
Vale Verde


    Arroio dos Ratos


    A história de Arroio dos Ratos está ligada à exploração do carvão. A partir da descoberta do mineral em 1853, a cidade iniciou um importante ciclo econômico, permanecendo durante décadas, o principal pólo da indústria carbonífera brasileira.


    Quando da desativação das minas, buscou-se outras alternativas de crescimento, atingindo o setor agropecuário, o comércio e a indústria.

     

    Barão do Triunfo


    Em 1888, o governo da Província do Rio grande do Sul, resolveu demarcar as terras localizadas na Serra do Herval, sendo criada a sede do 1º distrito de São Jerônimo chamada de Colônia de Barão do Triunfo.


    No dia 16 de abril de 1889, a embarcação que trazia o restante dos imigrantes ancorou no porto da capital Gaúcha, Porto Alegre. Ao desembarcarem do navio Solferino, as famílias foram distribuídas em grupos de vinte pessoas e colocadas em pequenos barcos para seguirem viagem pelo Rio Jacuí em direção ao Município de são Jerônimo. Chegando à localidade conhecida como Charqueadas ( Hoje um Município da região Carbonífera). Dias depois, os imigrantes foram trazidos para um local conhecido como Faxinal. De Charqueadas até o Faxinal, os imigrantes trouxeram os seus pertences em carretas puxadas a bois.

     

    Butiá


    O nome da nossa Cidade teve origem de um pé de butiá (árvore típica da nossa região). No Cerro do Martinzinho, próximo da fazenda de Dona Luíza Severina de Souza, havia um pé da árvore isolado, que servia de ponto de referência da estância, que posteriormente pertenceu a Manoel Machado de Lima. Além de ponto de referência, o pé de butiá ficava no local que os carroceiros, que vinham do interior comercializar seus produtos, paravam seus cavalos para descansar.


    A exploração do carvão deu sustentação econômica ao município durante muitos anos, desde quando Butiá ainda era apenas uma Vila, pois muitas famílias se instalaram aqui com a finalidade de exercer a atividade mineira. Mas, infelizmente em razão da falta de uma política energética para o carvão mineral como fonte, decresceu sua importância.

     

    Charqueadas


    A origem de Charqueadas está ligada ao charque (carne bovina seca e salgada). Charqueadas eram os locais onde se fazia o charque, a partir do final do século XIX. Os tropeiros conduziam o gado até a foz do Arroio dos Ratos, afluente do rio Jacuí. Ali o gado era abatido a a carne transformada em charque. Depois era transportada pelo rio Jacuí até Porto Alegre e para outros centros do País e do exterior.
    Com o surgimento de novas tecnologias como geladeiras, frigoríficos e embutidos, as charqueadas perderam força como atividade econômica. A localidade, então, passou a buscar novas alternativas.

    Um novo ciclo econômico iniciou com a perfuração do primeiro poço para a extração de carvão mineral, na década de 1950, o poço Octávio Reis, o mais profundo do País.
     

    General Câmara


    Chama-se General Câmara, em homenagem ao General José Antonio Corrêa Câmara, que devido aos grandes serviços prestados ao país, foi instituído como Patrono do Arsenal de Guerra do Rio Grande do Sul. A sesmaria doada a Antonio de Brito Leme em 1754 teria sido o núcleo inicial do atual Município de General Câmara.
    Um decênio após o povoamento tomaria maior impulso com o estabelecimento de grande número de casais açorianos no local, vindo a formar-se o povoado de Santo Amaro. Este já em 1773 era elevado, categoria de freguesia. Uma agricultura de subsistência e a pecuária garantiram prosperidade da área povoada que integrou sucessivamente os municípios de Rio Pardo, Triunfo e Taquari.
     

    Minas do Leão


    Conta-se que em tempos idos havia na região extensas Fazendas. Os rebanhos criados eram atacadas por leões, a constância dos ataques trouxe a denominação "Fazenda Leão", fato ainda hoje não comprovado.
    Recentemente e então já pertencendo ao município de São Jerônimo, a área passou a ser alvo de sondagens geológicas pela indústria cimenteira e carbonífera.
    Confirmada a reserva de carvão, a extração foi progressivamente ampliada e uma das minas se localizava na citada "Fazenda do Leão", sendo denominada "Mina do Leão".
     

    São Jerônimo


    As atividades pecuária e mineradora foram o berço da riqueza de São Jerônimo. Às margens do Rio Jacuí surgiram as charqueadas, que processavam a carne dos gados abatidos nos campos do município. Aliada a prosperidade das estâncias, a exploração das jazidas de carvão mineral contribuiu para o desenvolvimento da cidade.


    Originária de Triunfo, São Jerônimo foi elevada à categoria de município em 30 de setembro de 1861. Nesta data comemora-se o aniversário do município e, também, o dia de São Jerônimo, santo conhecido como tradutor da Bíblia do Grego e Hebraico para o Latim. Porém, a emancipação definitiva de São Jerônimo aconteceu em 02 de março de 1938, após atingir um grande desenvolvimento econômico.

     

    Triunfo


    Triunfo possui muita história para contar. Terra de Bento Gonçalves e cenário das mais importantes batalhas da Revolução Farroupilha, Triunfo foi habitada, antes da colonização, pelos índios Patos. No ano de 1752, o então Governador Geral da Capitania do Rio Grande do Sul, General Gomes Freire de Andrade, doou a Manuel Gonçalves Meireles e sua esposa (avós de Bento Gonçalves), uma área de terras, localizada entre o rio Taquari, seu afluente Arroio Capote e o antigo Arroio da Ponte denominada, à época, Sesmaria da Piedade. Triunfo foi fundado em 11 de março de 1754 e ganhou jurisdição sobre as Freguesias de Santo Amaro, Taquari e Rio Pardo em 1761. Anos se passaram e de município em 1831, Triunfo passou a comarca em 1878.

     

    Vale Verde


    A chegada dos primeiros colonizadores portugueses nesta localidade deu-se por volta de 1810.


    Vindos de São Paulo a Porto Alegre, os irmãos Francisco e Ricardo de Mello e Albuquerque, subiram pelo Rio Jacuí. Francisco desembarcou em Santo Amaro e Ricardo instalou-se em Rio Pardo onde ocupou o cargo de comandante do Corpo de Dragões por muitos anos.

     
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